Bicho geográfico: o que é, como tratar e evitar

A doença é benigna, mas causa muito desconforto e pode ser facilmente prevenida.

 

O problema é causado pela larva migrans cutânea que provoca lesões de pele cuja a aparência é semelhante a um mapa.

 

O verão está chegando, e as famílias começam a se preparar para as viagens à praia. As férias realmente são uma delícia, mas o litoral tem algumas armadilhas para a saúde das crianças, as quais merecem atenção. 

 

A larva migrans cutânea, também chamada de dermatite serpiginosa, o popular “bicho geográfico”, é uma dessas ciladas escondidas na areia da praia. Trata-se de um parasita intestinal de cães e gatos que as contraem através do consumo de água ou alimento contaminados. Uma vez eliminada pelas fezes desses animais, a larva pode se hospedar na pele de seres humanos. Essa transmissão se dá através do contato e, a partir de então, ela passa a se deslocar pelo tecido subcutâneo, produzindo “túneis” de inflamação, com um aspecto de mapa. Daí o “apelido” Bicho Geográfico.

 

Mas, vale ressaltar, não é só no litoral que esse problema pode ser encontrado. Como a larva migrans cutânea é um parasita que se hospeda em cães e gatos, ela pode se depositar em qualquer solo arenoso frequentado por esses pets, ou seja, pracinhas públicas, parques, ruas, terrenos baldios, etc.

 

Raramente as lesões desaparecem espontaneamente, mas pode acontecer. 

Devido a essa incerteza, é indicado realizar o tratamento medicamentoso, incluindo anti-helmínticos e antiparasitários. Conheça os sintomas que caracterizam o Bicho Geográfico:

 

  • Coceira intensa que piora à noite;
  • Linhas tortuosas que aumentam, formando uma espécie de mapa;
  • Inchaço;
  • Lesões avermelhadas;
  • Sensação de movimento debaixo da pele.

 

A prevenção é bem simples, uma vez que se trata de uma doença transmitida por contato. Dessa forma, é indicado evitar frequentar esses locais públicos, bem como limitar o acesso dos pets aos ambientes em que as pessoas tem contato direto com a areia.